Diferença de simples nacional, lucro presumido ou lucro real

Você já se perguntou sobre a diferença do Simples Nacional para com os otros regimes? Escolher entre Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real pode ser uma decisão crucial para o sucesso financeiro de uma empresa. Cada um desses regimes tem suas próprias características, vantagens e desvantagens. 

Neste artigo, vamos explorar a diferença do Simples Nacional sobre eles e ajudá-lo a entender mais sobre cada regime. Prepare-se para desvendar o intricado mundo dos impostos e descobrir qual é a melhor opção para o seu negócio prosperar.

O que é o simples nacional?

O Simples Nacional é um regime tributário simplificado criado pelo governo brasileiro para facilitar o pagamento de impostos por micro e pequenas empresas. Ele unifica diversos tributos em uma única guia de pagamento, tornando o processo mais simples e menos burocrático para esses empreendimentos.

Características do simples nacional:

  • Unificação de tributos: No Simples Nacional, diversos impostos federais, estaduais e municipais são agrupados em uma única guia de pagamento.
  • Faturamento limitado: Para aderir ao regime, a empresa precisa ter um faturamento anual dentro do limite estabelecido, que atualmente é de R$ 4,8 milhões.
  • Simplicidade no processo: O regime simplifica as obrigações acessórias e os cálculos tributários, reduzindo a burocracia para as empresas.

Diferença entre simples nacional e luro presumido

O Simples Nacional e o Lucro Presumido são dois regimes tributários distintos que podem ser adotados por micro e pequenas empresas no Brasil. Embora ambos tenham como objetivo simplificar o pagamento de impostos, existem diferenças significativas entre eles em relação à forma de tributação, limite de faturamento e obrigações acessórias.

1. Tributação

  • Simples Nacional: No Simples Nacional, a tributação é feita com base no faturamento da empresa, por meio de alíquotas progressivas que variam de acordo com a atividade exercida e o faturamento anual. Todos os tributos são agrupados em uma única guia de pagamento.
  • Lucro Presumido: No Lucro Presumido, a tributação é calculada sobre uma margem de lucro presumida, que varia de acordo com a atividade da empresa. Nesse regime, a base de cálculo para os impostos é o lucro presumido, e cada tributo é pago separadamente.

2. Limite de Faturamento

  • Simples Nacional: O Simples Nacional é destinado a empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. Empresas que ultrapassam esse limite são obrigadas a migrar para outros regimes tributários.
  • Lucro Presumido: Não há um limite específico de faturamento para empresas que optam pelo Lucro Presumido. No entanto, esse regime é mais comum entre empresas com faturamento superior ao limite do Simples Nacional.

3. Obrigações Acessórias

  • Simples Nacional: As obrigações acessórias no Simples Nacional são simplificadas, com menos exigências de documentos e declarações em relação a outros regimes tributários.
  • Lucro Presumido: Empresas que optam pelo Lucro Presumido estão sujeitas a uma maior quantidade de obrigações acessórias, como a entrega de declarações específicas e controles contábeis mais detalhados.

4. Alíquotas de Impostos

  • Simples Nacional: As alíquotas do Simples Nacional são determinadas de acordo com a atividade da empresa e o faturamento anual, com alíquotas que podem variar de 4% a 33% sobre o faturamento.
  • Lucro Presumido: No Lucro Presumido, as alíquotas de impostos são fixas e não variam de acordo com o faturamento. Elas são aplicadas sobre a margem de lucro presumida, que varia de 1,6% a 32% dependendo da atividade.

Exemplo Prático: Uma empresa de serviços que fatura até R$ 4,8 milhões por ano pode optar pelo Simples Nacional, enquanto outra empresa do mesmo segmento que fatura mais que esse valor pode escolher entre o Lucro Presumido ou até mesmo o Lucro Real. A decisão entre esses regimes depende do perfil da empresa, sua atividade e sua estrutura tributária.

Diferença entre simples nacional e lucro real

Entender o regime tributário adequado para o seu negócio é essencial para garantir uma gestão financeira eficiente e evitar problemas com o fisco. No Brasil, dois dos regimes mais comuns são o Simples Nacional e o Lucro Real. Ambos possuem características distintas que podem impactar diretamente na carga tributária e na forma como a empresa é tributada. 

Vamos explorar as diferenças entre o Simples Nacional e o Lucro Real:

Regime Tributário

  • O Simples Nacional é um regime simplificado de tributação para micro e pequenas empresas, onde os impostos são calculados com base no faturamento da empresa. Por outro lado, o Lucro Real é um regime em que os impostos são calculados com base no lucro líquido da empresa, considerando todas as receitas e despesas.

Base de Cálculo

  • No Simples Nacional, a base de cálculo dos impostos é o faturamento bruto da empresa, enquanto no Lucro Real a base de cálculo é o lucro líquido, ou seja, a diferença entre as receitas e as despesas dedutíveis. Isso significa que, no Simples Nacional, não são consideradas as despesas da empresa na determinação dos impostos, enquanto no Lucro Real essas despesas podem ser deduzidas.

Impostos Pagos

  • No Simples Nacional, os impostos são unificados em uma única guia, incluindo o IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, IPI, ICMS e ISS. No entanto, as alíquotas são progressivas e variam de acordo com o faturamento da empresa. Já no Lucro Real, os impostos são pagos separadamente, conforme o regime tributário de cada tributo, e as alíquotas podem ser mais altas, dependendo do lucro da empresa.

Controle Fiscal

  • No Simples Nacional, o controle fiscal é simplificado, pois a empresa paga uma alíquota fixa sobre o faturamento, sem a necessidade de acompanhar detalhadamente as despesas. Por outro lado, no Lucro Real, o controle fiscal é mais complexo, pois requer o acompanhamento detalhado das receitas e despesas para calcular o lucro tributável e aplicar as alíquotas corretas.

Opção de Regime

  • Micro e pequenas empresas podem optar pelo Simples Nacional, desde que não ultrapassem o limite de faturamento anual estabelecido pelo governo. Já o Lucro Real é geralmente adotado por empresas com lucros mais elevados ou que são obrigadas por lei a adotar esse regime, como as empresas financeiras e as que têm lucros acima de determinado limite.

Diferença entre MEI e simples nacional

O Microempreendedor Individual (MEI) e o Simples Nacional são dois regimes tributários destinados a simplificar a vida dos empreendedores no Brasil. 

Vamos explorar mais detalhadamente as diferenças entre eles:

  • Abrangência e Faturamento: o MEI é um regime simplificado voltado para empreendedores individuais que faturam até R$ 81 mil por ano. Já o Simples Nacional é destinado a micro e pequenas empresas que faturam até R$ 4,8 milhões anualmente.
  • Tributação: no MEI, o empreendedor paga um valor fixo mensal que engloba todos os impostos (INSS, ISS e ICMS ou IPI). Essa taxa varia de acordo com a atividade exercida. Já no Simples Nacional, os impostos são calculados com base no faturamento mensal da empresa, por meio de uma alíquota única que varia de acordo com a faixa de faturamento.
  • Impostos Pagos: no MEI, os impostos são simplificados e incluem apenas INSS, ISS ou ICMS e, eventualmente, o ICMS ou IPI. No Simples Nacional, os impostos abrangem uma gama mais ampla, como IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, IPI, ICMS e ISS.
  • Benefícios e Limitações: o MEI possui vantagens como a facilidade de formalização, baixo custo de tributação e direito a benefícios previdenciários. Porém, há limitações quanto ao faturamento anual e à contratação de funcionários. Já o Simples Nacional oferece benefícios como a simplificação dos processos tributários e fiscais, mas também possui algumas restrições, como a impossibilidade de exportar serviços e produtos.
  • Controle e Obrigações Acessórias: o MEI possui menos obrigações acessórias e controles fiscais em comparação com o Simples Nacional, o que torna a gestão mais simples para o empreendedor. No entanto, é necessário estar atento aos limites de faturamento e às regras específicas do regime. Já no Simples Nacional, é exigido um controle mais detalhado das receitas e despesas da empresa, além do cumprimento de algumas obrigações acessórias, como a entrega de declarações e o pagamento de impostos conforme as faixas de faturamento.

Diferença entre simples nacional e Simei

O Simples Nacional e o Simei (Sistema de Recolhimento em Valores Fixos Mensais dos Tributos Abrangidos pelo Simples Nacional) são dois regimes tributários voltados para micro e pequenas empresas no Brasil. 

Vamos analisar as principais diferenças entre eles:

  • Abrangência e Faturamento: O Simples Nacional é destinado a micro e pequenas empresas que faturam até R$ 4,8 milhões por ano, enquanto o Simei é exclusivo para o Microempreendedor Individual (MEI), que pode faturar até R$ 81 mil anualmente.
  • Tributação: No Simples Nacional, os impostos são calculados com base no faturamento da empresa, por meio de alíquotas que variam de acordo com a faixa de faturamento. No Simei, o empreendedor paga um valor fixo mensal, que engloba todos os impostos devidos.
  • Impostos Pagos: No Simples Nacional, os impostos abrangem uma gama mais ampla, incluindo IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, IPI, ICMS e ISS. No Simei, os impostos são simplificados e incluem apenas INSS, ISS ou ICMS e, eventualmente, o ICMS ou IPI.
  • Benefícios e Limitações: O Simples Nacional oferece vantagens como a simplificação dos processos tributários e fiscais, além de benefícios como a redução da carga tributária. Por outro lado, o Simei simplifica a tributação para o MEI, facilitando a formalização e o pagamento de impostos. No entanto, há limitações quanto ao faturamento anual e às atividades permitidas para o MEI.
  • Controle e Obrigações Acessórias: Tanto no Simples Nacional quanto no Simei, é necessário realizar um controle das receitas e despesas da empresa. No entanto, o Simples Nacional possui mais obrigações acessórias e controles fiscais do que o Simei, o que pode exigir uma gestão mais detalhada por parte do empresário.

Diferença do simples nacional entre MEI e ME

Ao iniciar um negócio, é importante entender as diferenças entre as categorias empresariais disponíveis no Brasil: Microempreendedor Individual (MEI), Microempresa (ME) e Simples Nacional. 

Aqui estão as principais distinções entre elas:

  • Microempreendedor Individual (MEI): O MEI é uma categoria empresarial voltada para empreendedores que faturam até R$ 81.000 por ano e não têm participação em outra empresa como sócio ou titular. Esta categoria é destinada a atividades permitidas e possui uma tributação simplificada através do Simei.
  • Microempresa (ME): As Microempresas são empresas que faturam até R$ 360.000 por ano e podem optar pelo Simples Nacional ou pelo Lucro Presumido. Elas podem ter até 9 funcionários registrados e são tributadas de acordo com a tabela do Simples Nacional.
  • Simples Nacional: O Simples Nacional é um regime tributário simplificado para micro e pequenas empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. Ele unifica o pagamento de vários impostos em uma única guia, o que simplifica a administração tributária. No Simples Nacional, a tributação é feita com base no faturamento da empresa e há uma tabela progressiva de alíquotas.

Diferenças Principais

A principal diferença entre MEI, ME e Simples Nacional está no faturamento anual permitido, nas obrigações tributárias e no regime de tributação. Enquanto o MEI tem um limite de faturamento mais baixo e uma tributação simplificada através do Simei, o ME pode optar pelo Simples Nacional ou pelo Lucro Presumido, dependendo do seu faturamento e das suas atividades. O Simples Nacional é um regime tributário mais abrangente, mas ainda assim simplificado, para empresas com faturamento de até R$ 4,8 milhões por ano.

Qual a diferença do simples nacional para o DAS?

O DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional) é uma guia de pagamento unificada que reúne diversos impostos em uma única cobrança para empresas optantes pelo Simples Nacional. Já o Simples Nacional é um regime tributário simplificado que unifica o pagamento de impostos para micro e pequenas empresas.

Principais diferenças entre DAS e Simples Nacional:

1. DAS:

  • O DAS é um documento de arrecadação que engloba vários tributos, como ICMS, ISS, PIS, COFINS, IRPJ, CSLL, entre outros, para empresas optantes pelo Simples Nacional.
  • É gerado mensalmente e deve ser pago até o dia 20 do mês seguinte ao de referência.

2. Simples Nacional:

  • O Simples Nacional é um regime tributário simplificado que permite o recolhimento de vários impostos federais, estaduais e municipais em uma única guia.
  • A empresa optante pelo Simples Nacional faz o cálculo do valor devido com base no faturamento mensal e aplica as alíquotas previstas na tabela do Simples Nacional.
  • O valor apurado é então pago através do DAS, que é gerado automaticamente pelo sistema do Simples Nacional.

As vantagens do simples nacional sobre outros regimes tributários

A diferença do  Simples Nacional oferece diversas vantagens em comparação com outros regimes tributários, como lucro presumido, lucro real, MEI e Simei. 

Abaixo, destacamos as principais vantagens do Simples Nacional:

  • Simplicidade na Gestão Tributária: O Simples Nacional simplifica a gestão tributária, unificando o pagamento de vários impostos em uma única guia (DAS), o que reduz a burocracia e facilita o cumprimento das obrigações fiscais.
  • Redução da Carga Tributária: Para muitas empresas, o Simples Nacional pode resultar em uma carga tributária menor em comparação com os regimes de lucro presumido e lucro real, principalmente para empresas com faturamento mais baixo.
  • Redução de Custos: Como o Simples Nacional simplifica o processo de pagamento de impostos, as empresas podem economizar tempo e recursos que seriam destinados à contratação de profissionais especializados em contabilidade e ao cumprimento de obrigações acessórias mais complexas.
  • Facilidade de Formalização: Para empreendedores individuais e microempreendedores individuais (MEI e Simei), o Simples Nacional oferece uma forma simplificada de formalização e tributação, permitindo que esses empresários paguem todos os impostos em uma única guia, de acordo com o faturamento mensal.
  • Flexibilidade para Empresas em Crescimento: O Simples Nacional permite que as empresas cresçam dentro do regime sem perder os benefícios fiscais imediatamente, diferentemente do lucro presumido, onde o crescimento pode levar à mudança para um regime tributário menos vantajoso.
  • Sistema de Arrecadação Unificado: Com o Simples Nacional, o sistema de arrecadação é unificado, o que simplifica o controle fiscal para empresas que atuam em diferentes estados ou municípios.

Essas vantagens fazem do Simples Nacional uma opção atraente para muitos empresários, especialmente para micro e pequenas empresas, que buscam simplificar sua gestão tributária e reduzir custos operacionais.

Conclusão

Exploramos as diferenças entre diversos regimes tributários, como a diferença do Simples Nacional para o Lucro Presumido, Lucro Real, MEI e Simei. Cada um desses regimes possui suas características específicas e vantagens, mas o Simples Nacional se destaca pela simplicidade na gestão tributária, redução da carga tributária, economia de custos, facilidade de formalização, flexibilidade para empresas em crescimento e sistema de arrecadação unificado.

Por meio do Simples Nacional, as empresas podem simplificar suas obrigações fiscais, economizar tempo e recursos, além de garantir uma tributação mais adequada ao seu porte e faturamento. Isso é especialmente relevante para micro e pequenas empresas, que buscam uma forma mais acessível e simplificada de cumprir suas obrigações fiscais e manter suas operações financeiras saudáveis.

Se sua empresa busca orientação sobre qual regime tributário é mais adequado para suas necessidades e objetivos, entre em contato conosco na Lage Contabilidade. Nossa equipe especializada está pronta para oferecer suporte e orientação personalizados para garantir o melhor desempenho financeiro e tributário para o seu negócio.

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